Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Sem título

Às vezes não me sinto. Mesmo. Como se a minha alma saísse do meu corpo, desresponsabilizando-se de tudo o que ele faz.
Às vezes não me encanto. Com a lua, com as flores, com as crianças, com as palavras.
Às vezes não me encontro. Por muito que me procure, às vezes dentro de mim, não sei já onde estou.
Às vezes não me vejo. Acho que não me mereço, que sou fútil, desagradável, desinteressante.

Mas sinto-te sempre, encanto-me sempre contigo, encontro-te até quando não te vejo. Porque és parte de mim. Não porque sejamos almas gémeas ou porque seremos, um dia, um par.
Mas porque me marcas com a tua presença.
E, só por isso, fazes parte de mim.
Do meu sorriso.
Do meu olhar.
Do meu coração.
publicado por Brisa às 00:25
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Terça-feira, 24 de Julho de 2007

Não é por nada

Não é por teres essa capacidade de me fazeres rir nas alturas menos prováveis... é porque me dizes que só me podes contar aquilo a mim, porque só eu vou entender...
Não é porque me chamas "princess" o tempo todo... é porque me fazes sentir uma.
Não é por seres o meu placebo. Todas as dores me passam quando falo contigo.
Não é por seres inteligente, capaz de entender as minhas piadas. É por seres único.
Não é por seres meu amigo, mal nos conhecemos. Mas é um processo que estou a adorar...
Não é por nada... é por tudo. É esse ar de puto malandro, essa palavra na altura certa, esse olhar nos olhos, essa voz de mel, esse carinho.
publicado por Brisa às 22:12
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Apaguei-te

De tudo o que é físico, dos papeis, das memórias artificiais: do computador, do telefone. Tirei-te de vez de todo o lado onde te pudesse encontrar, mas não te consigo arrancar da minha cabeça. E isso dói. Como um castigo, uma chicotada, uma série de torturas. O orgulho não me deixa procurar-te, onde te sei encontrar. O amor próprio não me permite dar-te uma nova oportunidade de me pisares, de me magoares. Sabendo disso, como se nada eu soubesse ainda, passeio-me por ti, para que sejas tu a vir procurar-me. Para que me encontres. Engano-me e digo-me que, caso me voltes a ligar, a procurar, te vou ignorar. Sei que me minto. Tenho a certeza que ainda te sinto tão profundamente que te caio nos braços. E que confiança merece uma pessoa que não se acredita?
publicado por Brisa às 22:52
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

...

publicado por Brisa às 23:20
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Não me feriste de morte

Porque já me havias morto antes. Não me deixaste de rastos com a tua atitude, o meu coração já se esfregava no chão quando nos encontramos da última vez. Disse que não te queria entender, que não precisava. Preguiça? Não, apenas medo. E tinha razão. Tinha muita razão. Tu entraste na minha vida como um vendaval, viraste tudo ao contrário e saíste. Tudo em estado de sítio, o coração em destroços. Nem sequer olhaste para trás, não me estendeste a mão. Aquela que usaste para me empurrar. Depois de tudo, depois da dor, depois das lágrimas pararem, vejo-te como és: um matador de almas, um consumidor de vidas, um apaixonado por ti.

Já não me preocupo comigo, eu vou sobreviver. Sempre sobrevivi. E um dia, tu hás-de saber a que sabe esta desilusão.
publicado por Brisa às 23:10
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Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006

Aos poucos

Aos poucos o meu coração está a rasgar-se. Não sinto saudades tuas, sinto a tua falta. Queria ter-te, preciso de te sentir. Mas longe não é já ali, e as distancias fisicas não são nada, quando comparadas com as distancias emocionais.

Amo-te.

Mais do que alguma vez amei alguém, e mais do que alguma vez quero amar alguém.

Não voltas, eu sei, mas para voltar terias de ter estado, e nunca estiveste.

publicado por Brisa às 19:08
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Sábado, 16 de Setembro de 2006

Triste

Não importa o dia, ela estava sempre triste. Os seus olhos eram tristes, a sua expressão também. Quando lhe pergunatavam porquê, ela limitava-se a responder que não tinha razões para ser feliz. E, quando tinha razões para ser feliz, o seu perfil não deixava. É que, segundo ela, há pessoas que nascem para ser felizes, e outras que não. Não valia a pena contrariar a sua natureza...
publicado por Brisa às 11:33
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Domingo, 10 de Setembro de 2006

Bonita

Ele dizia-lhe vezes sem conta que ela era bonita. Linda, chegava a dizer.

Ela não acreditava, porque não acreditava nos homens.

Tudo por causa de um homem que lhe havia dito antes que ela era bonita.

Quando se separaram e ele perguntou porquê, ela respondeu:

"Porque eu não sou bonita!"

publicado por Brisa às 11:28
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Sábado, 9 de Setembro de 2006

Cansaço

Às vezes limitavam-se a olhar um para o outro. Não diziam nada, ficavam encostadinhos a olhar para o écran. Bastava-lhes o cheiro, o leve levantar do peito a cada respirar. Ficavam assim durante horas e, sem dizerem nada, iam deitar-se.

Amavam-se profundamente.

publicado por Brisa às 23:44
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Sempre que...

Sempre que a levava a casa, ele tentava uma aproximação. Sempre que ele tentava uma aproximação, ela afastava-se. Foi no dia que ele se afastou, que ela sentiu que devia ter-se aproximado dele...
publicado por Brisa às 18:25
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